O que é
Um implante dentário é um pequeno parafuso, geralmente de titânio, colocado no osso maxilar ou mandibular para substituir a raiz de um dente perdido. Ao longo das semanas seguintes, o osso integra-se na superfície do implante — um processo designado por osteointegração.
Depois de integrado, o implante serve de suporte a uma coroa, a uma ponte ou a uma prótese que pode ser fixa ou removível.
Quando pode estar indicado
- Ausência de um dente, de vários dentes ou de todos os dentes de uma arcada.
- Desconforto ou falta de estabilidade com uma prótese removível.
- Quando se pretende evitar o desgaste de dentes vizinhos saudáveis, necessário numa ponte convencional.
A indicação depende da quantidade e da qualidade do osso, do estado das gengivas e da saúde geral. Por isso, é sempre precedida de observação clínica e de exames radiológicos, que podem incluir uma tomografia (TAC dentária).
Como decorre
- Consulta de avaliação: história clínica, observação, exames radiológicos e explicação das opções, incluindo as alternativas aos implantes.
- Planeamento: número e posição dos implantes e tipo de reabilitação. Em alguns casos é necessário regenerar osso antes ou durante a cirurgia.
- Colocação do implante: cirurgia com anestesia local.
- Período de integração: em regra, alguns meses. Pode ser usada uma solução provisória.
- Reabilitação final: colocação da coroa, ponte ou prótese, seguida de consultas de controlo e de higiene regulares.
Benefícios potenciais
- Recuperar a função mastigatória e a estética.
- Solução fixa, ou prótese removível mais estável.
- Não exige desgastar os dentes vizinhos.
Limitações e cuidados
- Nem todas as pessoas são candidatas; algumas doenças e medicamentos exigem avaliação prévia.
- O tabaco e a diabetes não controlada aumentam o risco de complicações.
- Os tecidos que rodeiam o implante podem inflamar (peri-implantite) se a higiene e os controlos não forem mantidos.
- Como qualquer cirurgia, tem riscos, explicados na consulta.
Perguntas frequentes
O tratamento dói?
A colocação é feita com anestesia local. O desconforto dos dias seguintes é habitualmente controlado com a medicação indicada pelo médico dentista.
Quanto tempo demora?
Depende do caso e da necessidade de regenerar osso. O prazo previsto é indicado no plano de tratamento.
Qual é o preço?
O orçamento é entregue depois da consulta de avaliação, porque depende do número de implantes e do tipo de reabilitação.
Disseram-me que não tenho osso para colocar implantes. Ainda há solução?
A falta de osso não significa necessariamente que não exista solução. Há diferentes estratégias para tratar a atrofia óssea, desde técnicas de regeneração e enxertos até soluções de ancoragem alternativas. A escolha depende da anatomia, do estado de saúde, dos objetivos, da complexidade cirúrgica e da relação risco-benefício de cada alternativa. Uma segunda avaliação pode ajudar a compreender as opções disponíveis no seu caso.
O que inclui a consulta de implantologia?
Pode incluir a história clínica e a avaliação das suas expectativas, o exame clínico, a avaliação dentária e periodontal, o estudo radiológico (com TAC/CBCT, quando indicado), a avaliação tridimensional da disponibilidade óssea, a discussão das diferentes opções e a definição de um plano individualizado.
O que é uma reabilitação All-on-X?
É a reabilitação de uma arcada completa com uma prótese fixa apoiada num número de implantes estrategicamente planeado. Pode estar indicada em pessoas com perda dentária extensa ou sem dentes, após avaliação clínica e radiológica.
O que é a elevação do seio maxilar?
É um procedimento que aumenta a disponibilidade de osso na região posterior da maxila, para permitir colocar implantes em situações selecionadas.
O que são implantes pterigoideus e zigomáticos?
São opções de ancoragem alternativa para situações específicas de maxila atrófica: os implantes pterigoideus dão apoio na zona posterior da maxila e os zigomáticos ancoram no osso zigomático (malar). Só são considerados após diagnóstico e planeamento criteriosos, quando as soluções convencionais não são adequadas. Nem todos os pacientes necessitam das técnicas mais complexas: procura-se a solução mais previsível, com a complexidade estritamente necessária.
Para que serve o planeamento digital?
Nos casos complexos, o planeamento tridimensional permite avaliar estruturas anatómicas importantes, a disponibilidade óssea e as possíveis trajetórias dos implantes antes da cirurgia. Ajuda a definir a estratégia cirúrgica e protética.
O tratamento termina com a cirurgia?
Não. O resultado de uma reabilitação com implantes depende de integrar cirurgia, prótese, função, estética, higiene e manutenção. Por isso, o planeamento começa pelo resultado protético pretendido e inclui consultas de controlo e de higiene regulares.
Os resultados e a duração dos tratamentos variam de pessoa para pessoa. A indicação é sempre feita após consulta de avaliação.

